A peregrinação de Willibald: Na trilha da liberdade espiritual
Eichstätt: Descubra a peregrinação de Willibald no século VIII e seu significado para a espiritualidade de hoje.

A peregrinação de Willibald: Na trilha da liberdade espiritual
No mundo de hoje, longe das peregrinações clássicas, muitos ficam intrigados com a menção de Willibald. Mas quem foi este homem importante que moldou o mundo cristão no século VIII? O Bispo de Eichstätt e as suas viagens não são apenas uma história emocionante, mas também um reflexo da cultura peregrina do seu tempo. bistum-eichstaett.de analisa mais de perto esse fascinante caminho de vida.
Willibald, nascido em Wessex entre 700 e 710, é descrito como um dos primeiros ingleses conhecidos a visitar a Terra Santa. Seu pai, Ricardo, o Peregrino, e sua mãe, Wuna de Wessex, influenciaram sua decisão inicial de buscar uma vida de espiritualidade. Aos cinco anos ingressou no mosteiro beneditino de Waldheim, onde lançou os fundamentos da sua fé. Aos 21 anos, partiu com o pai e o irmão numa peregrinação a Roma, que o levou por vários países e locais sagrados. É digno de nota que depois ele visitou também a Ásia Menor e a Terra Santa. Isto ocorreu numa altura em que a alegria das peregrinações aumentava através do cristianismo europeu, embora, como observado nos relatórios, vozes críticas denunciassem os perigos associados a estas viagens e a natureza quase “secularizada” das peregrinações.
Níveis de peregrinação
As viagens de Willibald foram formativas e mostraram que a peregrinação era muito mais do que uma simples viagem. Descobriu-se que se tratava de uma busca por um modo de vida ascético. Os relatórios descrevem como Willibald encontrava continuamente estranhos enquanto mantinha uma atitude de diálogo aberto e objetividade. Pessoas de outras religiões, como judeus ou sarracenos pagãos, não foram descritas de forma polêmica, o que é notável para a época. Wikipedia destaca que a jornada de sua vida passou por vários estágios do cristianismo e foi revelada na ancoragem paciente na comunidade e no serviço.
A biografia de Willibald, documentada pelo texto “Hodoeporicon” de Huneberc, uma freira anglo-saxónica, mostra que os peregrinos partiam não só por razões espirituais, mas também por interesses económicos, políticos e turísticos. Estes aspectos são discutidos num novo volume sobre peregrinações publicado recentemente. buecher.de destaca a variedade de peregrinações, que vão desde a peregrinação muçulmana a Meca até peregrinações cristãs na Europa. Os exemplos históricos são usados para ilustrar como a existência itinerante enriqueceu a fé e a sociedade.
Um legado duradouro
Willibald foi bispo de Eichstätt por mais de quatro décadas e desempenhou seu papel no desenvolvimento da região em um centro do cristianismo e do movimento monástico. Seu santuário na Catedral de Eichstätter continua sendo um local de veneração até hoje, e sua festa, 7 de julho, comemora sua influência. Ele mostra que as experiências de viagem não são apenas conquistas ascéticas, mas também podem levar ao amadurecimento espiritual. A imagem ideal do peregrino vive em Willibald e questiona-se sobre o que é hoje a liberdade dos peregrinos e até que ponto podemos orientar-nos sobre os valores das suas viagens.
Num mundo em rápida evolução, as experiências e os ideais de Willibald talvez possam dar-nos um impulso. A ligação entre espiritualidade e viagens ainda é forte hoje, e cabe a nós integrar esta tradição nos nossos desejos modernos de peregrinação.