Maja em greve de fome: Grande clamor contra o confinamento solitário!
Maja em greve de fome na Hungria, Max de Karlsruhe condenado: uma visão sobre o encarceramento político e a solidariedade no contexto da violência.

Maja em greve de fome: Grande clamor contra o confinamento solitário!
Nas últimas semanas, as questões da pressão política e dos direitos dos prisioneiros voltaram a receber grande atenção, sobretudo devido à situação que rodeia Maja, que se encontra em regime de isolamento na Hungria. Alto Indymedia Ela está detida há mais de um ano e está em greve de fome há 27 dias para destacar a sua situação desesperadora e lutar por melhorias nas suas condições. Sua saúde tornou-se tão crítica que ela teve que ser levada ao hospital. O governo federal, no entanto, recusou-se a trazer Maja de volta para a Alemanha, enquanto na Hungria ela corre o risco de ser punida com uma pena de prisão até 24 anos.
O que exatamente está acontecendo aqui? É interessante notar que Maja é aparentemente forçada a participar na sua própria greve de fome, apesar de ser considerada inadequada para ser julgada. Isto levanta questões sobre a humanidade e a legalidade do actual sistema de detenção. O tratamento dispensado a Maja lembra outros casos escandalosos da história, como os acontecimentos em torno da Facção do Exército Vermelho (RAF) na década de 1970. Prisioneiros.info relata injustiças semelhantes que os presos políticos tiveram de enfrentar naquela época, como o infame confinamento solitário, que se destinava a contribuir especificamente para a destruição de prisioneiros. Estas memórias são particularmente relevantes quando se considera a situação atual de Maja.
Os paralelos com a história
Olhando para trás, para os acontecimentos de 1977, fica claro que as greves de fome foram uma ferramenta poderosa para chamar a atenção para as terríveis condições dos presos políticos. Nessa altura, enquanto cerca de 100 prisioneiros participavam numa greve de fome, foram feitos apelos ao cumprimento da Convenção de Genebra e à abolição do confinamento solitário. Estes contextos históricos não podem ser separados da situação atual. Acontece que lutas sociais como as lideradas por Maja não são novas, mas estão profundamente enraizadas na história do sistema de justiça alemão.
Outro caso que causou polêmica recentemente é o de Max, de Karlsruhe, que foi condenado a 2,5 anos de prisão em 30 de junho. Isso é um ano a mais do que a promotoria havia solicitado. Max foi punido por suas ações contra a violência policial durante uma manifestação marcada pela violência policial. Esta operação, como é chamada, chama-se “Operação Barbarossa”. A perda de documentos de serviço e equipamentos durante estas operações levanta questões adicionais.
Mostre solidariedade!
Num gesto de solidariedade para com Maja e Max, foram recentemente pichados num depósito de carvão para chamar a atenção para as condições injustas sob as quais sofrem. A solidariedade é importante para apoiar as vozes daqueles que lutam pela justiça e cujos direitos humanos estão a ser violados. Dada a história e a luta contínua pelos direitos dos presos políticos, é crucial que destaquemos estes casos e defendamos uma mudança duradoura.