Trump exige Groenlândia – Dinamarca aumenta presença militar no conflito do Ártico!
O conflito pela Gronelândia está a aumentar: Trump insiste nas exigências dos EUA, a Dinamarca está a aumentar a sua presença militar e a NATO está a discutir estratégias.

Trump exige Groenlândia – Dinamarca aumenta presença militar no conflito do Ártico!
A Gronelândia, a ilha autónoma do Reino da Dinamarca, é atualmente o foco das discussões internacionais. O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou repetidamente as suas reivindicações sobre a ilha e criticou a Dinamarca pelas suas medidas inadequadas para combater as ameaças russas. Numa conversa com parceiros da NATO, Trump enfatizou que os EUA “precisam da Gronelândia” para proteger os seus interesses militares e estratégicos. Mas o governo dinamarquês, liderado pela primeira-ministra Mette Frederiksen, permanece firme e rejeita os planos de aquisição do governo dos EUA.
A Dinamarca pediu o apoio da NATO nesta situação tensa. Foi necessária uma presença militar permanente na Gronelândia para estabilizar a situação de segurança na região. O Ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, e a Ministra das Relações Exteriores, Vivian Motzfeldt, enviaram esta proposta ao chefe da OTAN, Mark Rutte. Frederiksen refere-se ao conceito bem sucedido da missão OTAN Baltic Sentry, que foi introduzida para proteger infra-estruturas críticas no Mar Báltico. Planeia transferir esta estratégia para o Árctico para melhor proteger a Gronelândia.
A situação militar na Groenlândia
Os Estados Unidos e a Dinamarca sempre foram parceiros militares próximos, especialmente desde que a Gronelândia se tornou território da NATO em 1949. O acordo de defesa de 1951 permite aos Estados Unidos construir bases militares na ilha, que voltou a tornar-se cada vez mais importante, especialmente devido ao recente aumento da actividade militar. O Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa, um general dos EUA, é responsável pelas ações militares na região. No entanto, existem actualmente menos de 200 soldados norte-americanos estacionados na Gronelândia – um esforço muito menor comparado com os mais de 30.000 durante a Guerra Fria.
Na semana passada, um grupo de soldados de vários países europeus da NATO, incluindo 15 soldados da Bundeswehr, realizou uma viagem de exploração na Gronelândia. Isto foi feito como parte da preparação para futuros exercícios militares que testarão as condições logísticas sob condições climáticas extremas. A Bundeswehr também intensificou a sua cooperação militar com a Islândia, o Canadá e a Grã-Bretanha e participou em exercícios no Atlântico Norte para aumentar a prontidão operacional.
Resposta e apoio internacional
O governo alemão confirmou a sua total solidariedade com a Gronelândia e a Dinamarca e pronunciou-se claramente contra os planos de tomada de poder de Trump. A Dinamarca está a trabalhar activamente para expandir a sua presença militar na ilha para proteger infra-estruturas críticas e mobilizar os parceiros da NATO. Uma declaração conjunta de vários países europeus reitera o apoio à Dinamarca e à Gronelândia, enquanto o povo groenlandês e o seu governo se opõem veementemente à tomada do poder pelos EUA.
Neste contexto, a situação de segurança no Ártico permanece tensa. Como relata Schwarzwälder Bote, a Dinamarca pediu à OTAN para ajudar com a sua presença militar na região, garantir e adaptar a arquitectura de segurança à nova situação de ameaça. Estes desenvolvimentos são de enorme importância para a futura estabilidade geopolítica no Árctico.
Como você pode ver, há realmente algo acontecendo no Ártico. Os próximos meses provavelmente trarão alguma emoção, à medida que os jogadores internacionais traçam seu rumo.