Pumpernickel ou celular? Tribunal salva motorista de punição!
Uma motorista em Herford negou com sucesso no tribunal que ela havia usado um telefone celular enquanto dirigia, mas sim um pão de centeio.

Pumpernickel ou celular? Tribunal salva motorista de punição!
Que caso estranho no distrito de Herford! No verão de 2025, um condutor acelerava a 90 km/h numa estrada secundária perto de Rödinghausen, apesar de apenas 70 km/h serem permitidos. Mas o que é realmente emocionante nesta história é que a foto do radar mostrou um objeto escuro e retangular em sua mão, o que fez as autoridades responsáveis se levantarem e prestarem atenção e suspeitarem que fosse um telefone celular. Mas a motorista teve uma explicação completamente diferente para a foto - ela alegou que era pão de centeio integral. Esta defesa improvável acabou por levar a um veredicto judicial surpreendente.
Conforme decidiu o tribunal distrital de Herford, não foi possível provar que a mulher estava realmente segurando um telefone celular na mão. Em vez disso, apenas o excesso de velocidade foi punido. A mulher tem agora de pagar incríveis 60 euros por conduzir demasiado rápido. No entanto, se ela tivesse sido condenada por utilização de telemóvel, isso não só teria resultado numa multa superior de 100 euros, mas também num ponto em Flensburg - para não falar das consequências jurídicas. O Código da Estrada proíbe segurar ou usar dispositivos eletrônicos enquanto dirige, e este regulamento abrange tudo, desde telefones celulares a tablets e cigarros eletrônicos com tela sensível ao toque. WDR também relata que a autoridade está levando este regulamento muito a sério.
Um café da manhã para a liberdade?
Como surgiu esse processo espetacular? A acusação de que o motorista teria usado celular enquanto dirigia se baseou apenas na foto do radar de velocidade. De acordo com auto motor und sport, a mulher estava a caminho do trabalho e simplesmente tomava café da manhã - com um sanduíche de centeio integral na mão. O facto de um tribunal ter levado este argumento a sério e ter seguido o relato do condutor mostra que mesmo as defesas mais estranhas devem exigir provas convincentes.
A decisão é mais uma indicação de que o quadro jurídico das infracções rodoviárias nem sempre é tão claro como parece. Principalmente quando se trata de comprovar o uso de celular ou delitos semelhantes. Por exemplo, o Tribunal Regional Superior de Colónia já decidiu que os cigarros eletrónicos também podem ser abrangidos pelos regulamentos de utilização. Esta decisão pode potencialmente impactar casos futuros.
Um caso impressionante que mostra que mesmo no trânsito, um bom argumento às vezes conta mais do que uma foto desbotada de um radar de trânsito. No entanto, imagine quantas vezes outros condutores em situações semelhantes escapam impunes porque a sua hora de almoço não é captada por um radar de trânsito!