Trump ameaça tarifas: UE convoca cimeira especial contra o conflito dos EUA!
O artigo destaca as actuais ameaças tarifárias de Trump contra os parceiros europeus da NATO no conflito da Gronelândia e as reacções da UE.

Trump ameaça tarifas: UE convoca cimeira especial contra o conflito dos EUA!
Numa nova área de tensão entre os EUA e a Europa, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas ameaçadoras contra a Alemanha e sete outros parceiros da NATO na disputa pela Gronelândia. Isto está a causar entusiasmo em ambos os lados do Atlântico e a UE já ativou a sua gestão de crises. Uma cimeira especial de chefes de estado e de governo foi convocada para resolver a situação, relata o Mensageiro da Floresta Negra.
Mas o que está exactamente por detrás destas ameaças tarifárias? Trump planeia impor uma tarifa de 10% a partir de 1 de fevereiro de 2026 e uma tarifa de 25% a partir de 1 de junho de 2026 sobre mercadorias enviadas para os EUA a partir de oito países europeus. Os estados afectados – incluindo a Alemanha, a Dinamarca, a França e os Países Baixos – deixaram claro em conjunto numa declaração que manterão a soberania e não simplesmente aceitarão a pressão. Esta unanimidade surge face à “escalada crescente” das relações transatlânticas, como sublinha o Chanceler Federal Friedrich Merz (CDU).
Presidentes do Conselho da UE intervêm
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deixou bem claro que a UE não cederá sem lutar. Salienta a protecção dos interesses económicos e de segurança da União. O Presidente do Conselho da UE, António Costa, sublinha que estas tarifas prejudicam o espírito da parceria transatlântica e são inconsistentes com o acordo comercial UE-EUA. A aparência unida dos Estados da UE mostra que todos estão a avançar na mesma direcção.
A UE vê o Instrumento Anticoerção (ACI) como um meio possível de introduzir tarifas retaliatórias sobre produtos dos EUA e já suspendeu tarifas retaliatórias planeadas sobre importações dos EUA no valor de cerca de 93 mil milhões de euros. A UE também está a preparar negociações para acalmar a situação actual e propõe compras maiores de produtos dos EUA.
Impacto económico em foco
As alavancas da economia também não devem ser negligenciadas. Os especialistas alertam que a resposta às tarifas de Trump poderá ter consequências económicas significativas para a Europa. Segundo estimativas, a produção económica da UE poderá cair 0,3%, com a Alemanha só a ter de esperar custos adicionais de cerca de 25 mil milhões de euros. A Câmara de Comércio e Indústria Alemã apela, portanto, a uma posição clara da UE, mas ao mesmo tempo está céptica quanto às duras contramedidas.
A resistência também está crescendo nos EUA. Há insatisfação com a política tarifária de Trump no Congresso dos EUA, especialmente entre os democratas. Esta é outra área de tensão que alimenta ainda mais a discussão sobre a balança comercial desigual entre os EUA e a UE.
Entretanto, nota-se que as tensões geopolíticas em torno do Ártico e da Gronelândia trazem uma complexidade adicional ao assunto. O Secretário-Geral da NATO, Mark Rutte, já abordou a situação de segurança na Gronelândia, sublinhando a relevância da questão nos círculos políticos globais.
Na preparação para o Fórum Económico Mundial em Davos, onde também é esperado o Chanceler Merz, resta saber como o assunto irá evoluir. A UE precisa de seguir um rumo claro para proteger os seus próprios interesses, bem como para estabilizar as relações transatlânticas, que estão seriamente ameaçadas pelas ameaças tarifárias.
Em conclusão, a UE está a responder às ameaças de Trump com uma abordagem decisiva, ao mesmo tempo que tenta criar espaço para negociações e cooperação para garantir a economia e a estabilidade da região. As próximas semanas mostrarão se esta estratégia funcionará ou se as tensões continuarão a aumentar.