Rutte anuncia negociações de paz na Ucrânia: o que vem pela frente?
O secretário-geral da OTAN, Rutte, fala sobre as negociações de paz na guerra da Ucrânia, enquanto Trump negocia com Putin no Alasca.

Rutte anuncia negociações de paz na Ucrânia: o que vem pela frente?
A situação geopolítica no conflito na Ucrânia permanece tensa, enquanto aumentam as discussões sobre possíveis negociações de paz. Secretário Geral da OTAN Marcos Rute fez uma declaração clara sobre as futuras conversações e enfatizou que o futuro dos territórios ucranianos controlados pela Rússia será uma questão central. Ele deixa claro que, após um cessar-fogo, devem surgir questões sobre preocupações territoriais e garantias de segurança para a Ucrânia.
Um ponto chave nas declarações de Rutten é a soberania da Ucrânia. O Secretário-Geral sublinha que o país tem o direito de determinar o seu próprio futuro geopolítico. Ele diferencia entre reconhecimentos “de facto” e “de jure” e levanta a possibilidade de a Rússia poder controlar de facto certas áreas sem que esse controlo seja legalmente reconhecido, uma reminiscência da ocupação soviética dos Estados Bálticos.
Desenvolvimentos e desafios atuais
A situação em torno da guerra na Ucrânia continuou a agravar-se à medida que o conflito entra agora no seu quarto ano. Enquanto Volodimir Zelensky, o presidente ucraniano, sugeriu uma abordagem de negociação numa constelação de quatro vias com os EUA e a UE, o presidente russo, Vladimir Putin, reagiu negativamente. As incertezas em torno das negociações de paz entre Moscovo e Kyiv ainda são grandes.
Presidente dos EUA Donald Trump está planejando um encontro com Putin no Alasca, marcado para esta sexta-feira. Rutte tem sentimentos confusos sobre este encontro. Ele elogiou os esforços de Trump, mas viu a reunião como um teste à seriedade de Putin sobre o fim da guerra.
A situação de segurança e as propostas de paz
Rutte também expressa preocupação de que uma redução no fornecimento de armas a Kiev possa enfraquecer a posição negocial da Ucrânia. Refere-se aos acontecimentos devastadores em Butscha, que deixam claro quão frágil é a paz e quão importante é um acordo de paz sustentável para combater futuras agressões.
O lado ucraniano já apresentou extensos planos de paz, tais como Plano de paz de dez pontos por Zelensky, que inclui, entre outras coisas, a retirada das tropas russas e a restauração da integridade territorial. Ao mesmo tempo, Zelensky alertou para os riscos caso as negociações ocorressem sem a participação da Ucrânia.
Não há alegria, porque as propostas da Ucrânia e as exigências russas ainda parecem incompatíveis. Embora a OTAN, como observa Rutte, seja fundamental para o fortalecimento da posição negocial da Ucrânia, resta saber se estes esforços darão frutos. Nestes tempos difíceis, é mais importante do que nunca não permitir que o diálogo seja interrompido e defender a paz.