UE planeia medidas duras contra Israel! O que está por trás da ameaça?
A UE planeia tomar medidas contra Israel devido às violações humanitárias na Faixa de Gaza. Os ministros das Relações Exteriores se reúnem para discutir sanções.

UE planeia medidas duras contra Israel! O que está por trás da ameaça?
Actualmente, surge um quadro preocupante na situação na Faixa de Gaza. A UE começou a preparar medidas de pressão contra Israel caso as condições de ajuda à Faixa de Gaza se revelem inadequadas. De acordo com um relatório de Lippe Welle, a chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, enviou aos estados membros um catálogo de medidas possíveis. As opções incluem a suspensão dos benefícios comerciais, um embargo de armas e o reforço dos requisitos de entrada para cidadãos israelitas. Estão também em discussão medidas que poderão bloquear o acesso de Israel aos programas de financiamento da investigação da UE.
As próximas etapas são uma resposta às conclusões dos auditores da UE que constataram que Israel violou os direitos humanos, conforme exigido pelo Acordo de Associação de 2000. Há um foco particular nos relatos de fornecimento insuficiente de ajuda à Faixa de Gaza, que Israel justifica com a alegação de que está impedindo o Hamas de obter ganhos financeiros [ Onda labial ].
Sanções e Acordo de Associação
As actuais tensões que rodeiam a situação humanitária na Faixa de Gaza e as acusações massivas contra Israel não são novas. Uma análise efectuada pelo Serviço Europeu para a Acção Externa, com base nas conclusões de organizações internacionais, concluiu que as acções de Israel são incompatíveis com as disposições em matéria de direitos humanos do Acordo de Associação. Muitos palestinos teriam sido mortos por ação militar do exército israelense, provocando indignação entre os europeus [ Euronews ].
No entanto, o governo federal reluta em discutir possíveis sanções. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Johann Wadephul (CDU), disse que a Alemanha não está preparada para suspender o Acordo de Associação e considera Israel um “estado constitucional democrático no Médio Oriente”. Isto contrasta com os apelos de outros membros da UE que apelam à suspensão imediata do acordo e a um embargo de armas [ Alemães do Sul ].
Pouco acordo entre os estados membros da UE
As discussões sobre os próximos passos já deixaram os primeiros traços visíveis. Numa reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros em Bruxelas, é exercida uma forte pressão sobre a Alemanha, enquanto a maioria dos 17 Estados candidatos apela a uma revisão das relações com Israel. Uma votação sobre as consequências dos relatórios recentes está agendada para uma reunião agendada para julho. No entanto, isto requer a unidade de todos os Estados membros, o que é visto como difícil [ Onda labial ].
Todos estes desenvolvimentos lançam uma sombra sobre a percepção global da UE como mediadora da paz no conflito do Médio Oriente. O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, exigiu mais do que apenas palavras da UE e criticou a falta de ações concretas para cumprir a sua responsabilidade pela paz mundial.
Ainda não se sabe se e como a UE responderá às condições insustentáveis na Faixa de Gaza. Em qualquer caso, a situação actual mostra que a pressão sobre os Estados-Membros para que tomem medidas claras está a aumentar.