NATO sob pressão: Especialistas alertam para aliança enfraquecida após cimeira!
A cimeira da NATO de 2025 em Haia é avaliada de forma crítica; Especialistas alertam para uma aliança fraca e desafios não resolvidos.

NATO sob pressão: Especialistas alertam para aliança enfraquecida após cimeira!
Hoje, 26 de junho de 2025, será publicado um relatório sobre a cimeira da NATO recentemente realizada em Haia, que o cientista político Carlo Masala considera pouco bem sucedida. Masala considera a NATO enfraquecida porque a Ucrânia não desempenhou um papel central na cimeira e a ameaça da Rússia não foi claramente identificada. “Há algo acontecendo”, alerta Masala e vê a aliança de defesa em estado precário.
Uma mensagem fundamental da cimeira foi a definição de uma nova meta de gastos: a partir de 2035, os países da NATO deverão gastar cinco por cento do seu produto interno bruto na defesa. Isto é visto como uma tentativa de agradar ao Presidente dos EUA, Donald Trump, embora haja dúvidas se todos os Estados-Membros irão realmente cumprir esta meta ambiciosa. A Espanha e a Eslováquia, em particular, manifestaram-se abertamente contra esta decisão, enquanto a Itália está insatisfeita com a decisão.
Olhando para a estratégia da OTAN
No contexto da guerra na Ucrânia, que continua a desempenhar um papel crucial no cenário geopolítico, os países da NATO são chamados a reforçar a sua defesa e o apoio à Ucrânia. De acordo com um relatório da ZDFheute, um tema central da próxima cimeira será o fortalecimento da defesa aérea ucraniana, com um total de 40 mil milhões de euros a serem prometidos para a Ucrânia. No entanto, isto depende fortemente do resultado das eleições nos EUA em Novembro.
A situação na Ucrânia encontra-se num impasse militar, o que aumenta o desafio para a NATO. São preocupantes os contínuos ataques russos a civis, especialmente em Kiev, e as crescentes tensões no seio da aliança militar ocidental.
Desafios e tarefas para a OTAN
O General da OTAN, Christian Badia, destacou que a nova estratégia também exige a criação de um dilema para o inimigo. A alocação dos cinco por cento do PIB para a defesa proporcionará, no futuro, 3,5 por cento para orçamentos militares e 1,5 por cento para infra-estruturas e segurança. Dadas as incertezas políticas globais, especialmente devido ao foco dos EUA no Indo-Pacífico e a desafios como a China, é necessária uma estratégia clara.
A procura de uma maior apropriação por parte dos parceiros europeus está a crescer à medida que a OTAN já não pode contar apenas com o apoio dos EUA. Carlo Masala levanta preocupações sobre a fiabilidade dos EUA numa aliança, especialmente sob Trump. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também enfrenta críticas depois que uma mensagem de texto para Trump, considerada inadequada, se tornou pública.
“Precisamos urgentemente de uma estratégia europeia para substituir as actuais contribuições dos EUA para a segurança”, exige Masala e recomenda resolver o problema de pessoal da NATO e, se necessário, introduzir o serviço militar obrigatório para fortalecer as forças armadas. É necessário repensar a situação para contrariar a possível política externa agressiva da Rússia, que poderá testar um Estado membro da NATO no final da década.
A NATO foi fundada em 1949, então com 12 nações, e transformou-se ao longo dos anos, construindo parcerias com antigos adversários como a Rússia. É atualmente a espinha dorsal da política de segurança de 32 Estados-Membros que necessitam de trabalhar mais estreitamente num momento de tensões crescentes.
Masala apresentará seu livro "If Russia Wins. A Scenario" no próximo sábado no festival de filosofia Phil.Cologne, em Colônia, o que certamente despertará grande interesse.